Terça-feira, Outubro 4
Domingo, Outubro 2
Deixar levar...
Deixei-me levar pelo teu sorriso... lindo.
Deixei-me levar pelo teu olhar... que me fazia viajar pelo teu mundo.
Deixei que os teus olhos nos meus me confundissem e deixassem seduzida por ti... pela tua alma... simplesmente pela forma como me olhavas. Parecia que não conseguias desviar o teu olhar do meu... e se calhar não conseguias mesmo. Prendias os teus olhos nos meus e não os afastavas... nem deixavas que eu afastasse os meus.
Atracção? Química? Não sei, não sabes, não sabemos... assim como não encontramos respostas para muitas das nossas perguntas. Mas eu confesso que até receio saber a respostas para essas perguntas.
Deixei-me levar pela forma como estavas comigo e pela maneira como me fazias rir e sorrir. Pela forma como me tocavas enquanto falavas. Deixei-me levar pela forma sensível como falas e ages...
E tu deixaste-te levar por mim também... eu sei. Quando falas de mim... quando falas para mim... sinto nas palavras a atracção, a admiração... sinto que te deixaste levar completamente. E quando me olhas... em busca dos meus olhos e daquilo que eles te fazem viajar... em busca do meu sorriso e de quanto ele te faz feliz.... em busca dos meus lábios e da doçura que queres saborear....
Eu, deixei-me levar pela forma como me olhas.... e pela forma como me sinto beijada cada vez que me olhas daquela maneira... tão sedutora, mas ao mesmo tempo, como se te tivessem enfeitiçado, não pela bruxa, mas pela própria princesa.
Tu já não consegues tirar os olhos de mim, eu sei...
Eu já não consigo pensar noutra coisa para além dos teus lábios...
deixámo-nos levar um pelo outro... mesmo sabendo que isso 'não estava certo'
Deixei-me levar pelo teu olhar... que me fazia viajar pelo teu mundo.
Deixei que os teus olhos nos meus me confundissem e deixassem seduzida por ti... pela tua alma... simplesmente pela forma como me olhavas. Parecia que não conseguias desviar o teu olhar do meu... e se calhar não conseguias mesmo. Prendias os teus olhos nos meus e não os afastavas... nem deixavas que eu afastasse os meus.
Atracção? Química? Não sei, não sabes, não sabemos... assim como não encontramos respostas para muitas das nossas perguntas. Mas eu confesso que até receio saber a respostas para essas perguntas.
Deixei-me levar pela forma como estavas comigo e pela maneira como me fazias rir e sorrir. Pela forma como me tocavas enquanto falavas. Deixei-me levar pela forma sensível como falas e ages...
E tu deixaste-te levar por mim também... eu sei. Quando falas de mim... quando falas para mim... sinto nas palavras a atracção, a admiração... sinto que te deixaste levar completamente. E quando me olhas... em busca dos meus olhos e daquilo que eles te fazem viajar... em busca do meu sorriso e de quanto ele te faz feliz.... em busca dos meus lábios e da doçura que queres saborear....
Eu, deixei-me levar pela forma como me olhas.... e pela forma como me sinto beijada cada vez que me olhas daquela maneira... tão sedutora, mas ao mesmo tempo, como se te tivessem enfeitiçado, não pela bruxa, mas pela própria princesa.
Tu já não consegues tirar os olhos de mim, eu sei...
Eu já não consigo pensar noutra coisa para além dos teus lábios...
deixámo-nos levar um pelo outro... mesmo sabendo que isso 'não estava certo'
Segunda-feira, Setembro 26
Reencontro (in)desejado
Ela tinha saído do trabalho. "Uffa, ao tempo que não conseguia aproveitar a luz do dia!" Apesar de tudo decidiu enfiar-se num shopping. Tinha uma vontade insaciável de ver montras e talvez fazer uma compra ou outra. "Lingerie" - pensou - "Preciso algo diferente". Pelos corredores toda a gente lhe punha os olhos em cima. Tinha estado a fazer filmagens e ainda estava toda maquilhada. Um espanto de mulher, com aqueles olhos ainda mais iluminados e os traços do rosto perfeitos mais realçados. Os homens dirigiam-lhes faíscas de desejo, as mulheres roíam-se de inveja, mas não evitavam olhá-la. Ela deliciava-se com esse ciúme, com essa inveja.
Entrou na catedral da roupa interior sexy, percorreu as várias prateleiras, apalpou os tecidos, apreciou as rendas, até que encontrou aquilo que a imaginação a tinha feito procurar... Experimentou. Viu-se ao espelho e fez um olhar maroto... um misto de auto-prazer e soberba. "Fica-me tão bem!" O corpete delineava-lhe a cintura e o peito na perfeição. Gostou do efeito, do contraste da cor com a pele e não fosse estar tanta gente na loja tinha-se masturbado com toda a certeza e com todo o prazer...
Pagou e saíu da loja radiante quando...
...ficou parada de boca aberta. Mal se conseguiu recompor do choque... da surpresa...
Mesmo à frente da porta, encostado a um poste, de fato e gravata e a fumar sedutoramente um cigarro, estava o homem por quem se tinha apaixonado há anos, do qual nunca mais se tinha esquecido, embora nunca mais o tivesse visto.
Ela ficou imóvel e ele foi ter com ela.
- "Então, fica-te bem o que compraste?"
Ela nem queria acreditar em tantas coisas ao mesmo tempo. Vê-lo e aperceber-se que ele também a tinha estado a ver...
- "Olá para ti também!" - e apertou com força as asas da saca para que ele não visse o que estava no interior.
Ele convidou-a para irem tomar café e ela cedeu. Ainda estava atónita com tudo e embora tivessem falado durante bastante tempo sobre as coisas mais simples e comuns do mundo... ambos sabiam que a velha tensão sexual já se tinha instalado em ambos.
Sempre assim fora. Quando trabalhavam juntos, primeiro começaram por não gostar um do outro. Criticavam-se a toda a hora. Cumprimentavam-se apenas por cordialidade... até que um dia descobriram que se podiam cumprimentar de outra forma, não à frente dos colegas, mas só entre os dois. E descobriram que era muito mais interessante esse cumprimento... lábios nos lábios, língua com língia, corpos colados! Tornaram-se viciados um no outro. Quando o via, ela queria saltar-lhe para o colo e não o largar mais. Ele, mal a via, ficava logo excitado e tentava controlar a erecção que lhe crescia por imaginar as coisas que queria fazer com ela... com o corpo dela...
- "Queres vir conhecer o meu apartamento novo?" - perguntou-lhe ele, enquanto sorria de forma encantadora... de forma a desmuni-la de armas contra o seu charme.
- "Não sei se será boa ideia" - respondeu-lhe com sensatez, sabendo os perigos que esse convite trazia...
- "Mas eu gostava tanto que o visses. Quero que me dês umas dicas sobre decoração..."
- "Decoração?! Pois, podias arranjar outro argumento mais plausível" - ripostou ela.
- "Ok, ok. Tens razão. Mas agora que te reencontrei, não quero que te vás embora e ficar não sei quantos mais anos sem saber nada de ti... Vá lá! - aquele olhar de cachorro a implorar colo, dava-lhe a volta a cabeça. E ela queria tanto ir. 'Que se lixe a sensatez', pensou.
- "Vai à frente. Eu sigo-te"
E como forma de agradecimento, ele sorriu e levou os lábios à fronteira entre a bochecha e os lábios dela... 'Aiiiii', quis ela suspirar sem puder.
A viagem de carro foi dolorosa e cheia de ansiedade. Finalmente chegaram, ele veio abrir-lhe a porta do carro e lançou-lhe:
- "Não queres trazer o saco e o que está lá dentro?!"
Ela quase que corava e só lhe apeteceu dizer 'Para quê, se tu queres mesmo é tirar-me estas roupas?', mas aguentou-se!
Ele cedeu-lhe a passagem para que ela entrasse primeiro e enquanto ela começava a observar aquilo que a vista lhe oferecia e ele trancava a fechadura... ele empurra-a contra a porta e puxa o corpo dela contra o dele. Abraça-lhe o rosto com as duas mãos e beija-a sofregamente como se naquele beijo estivessem todos os beijos e abraços que o tempo e a vida lhes tinha furtado. Sem ar, soltaram os lábios e olharam-se... havia fogo nos olhos e uma tesão enorme que nasceu no preciso segundo em que se viram não no shopping, mas quando se conheceram.
-"Hmm, quase me tinha esquecido do sabor da tua boca. Beijas tão bem..." - elogiou-a enquanto lânguida e suavemente desceu as mãos do rosto dela para os ombros, dos ombros para os seios, dos seios para a cintura, da cintura para as ancas e das ancas para as pernas. Aí num movimento rápido puxou-a para cima e ela entrelaçou as pernas no rabo dele... enquanto ele simulava que penetrava o corpo dela e a possuia... 'mas isso não havia de demorar muito'.
Começaram a despir-se com a pressa de quem parece que vai morrer e aproveitaram para se lamber e apalpar e relembrar como os corpos eram tão apetitosos.
As línguas de ambos percorreram cada centímetro de corpo, de pele. E percorreram de uma forma saborosa e ondulante, como se a língua fosse uma serpente encantada que dança ao sabor das notas de uma flauta. A transpiração misturava-se com a saliva que ia escorrendo. Os seios dela estavam tão erectos e punjentes como o pénis dele que parecia querer procurar sozinho a fonte do prazer. Rapidamente a encontrou e após ter-se demorado nalgumas brincadeiras pervertidas e sensuais, decidiu irromper decidido por essa cavidade tão quente e húmida...
-"hmmmm.... fodasse... isto é tão bom" - desabafou ele.
-"ahhh... bom é pouco" - respondeu-lhe ela, enquanto dançavam um no outro e pelo chão do corredor de enrolavam e rebolavam... as mãos dele perdiam-se entre os seios e os lábios dela que pediam mais e mais prazer, e as mãos dela agarravam cada nádega dele para que o contacto fosse ainda mais próximo, colado e quisessem transformar-se num corpo só.
Os movimentos ondulantes eram cada vez mais velozes, mais rápidos e repetidos... e os gemidos menos compassados e mais profundos... ela começou a saltar em cima dele até que parou e ficou só a roçar-se para a frente e para trás de uma maneira quase violenta até que os dois..... soltaram um grito gémeo de loucura e prazer saciado.
Deram um beijo interminável e cheio de prazer... abriram os olhos e sorriram com tanta tesão que se começaram a rir às gargalhadas... ele deixou que as suas mãos envolvessem as nádegas dela e ela deixou que o seu corpo repousasse no dele, estendido no chão com a cabeça encostada à porta de entrada....
Até que ele disse:
- "Quando é que vais buscar aquilo que compraste...?"
Entrou na catedral da roupa interior sexy, percorreu as várias prateleiras, apalpou os tecidos, apreciou as rendas, até que encontrou aquilo que a imaginação a tinha feito procurar... Experimentou. Viu-se ao espelho e fez um olhar maroto... um misto de auto-prazer e soberba. "Fica-me tão bem!" O corpete delineava-lhe a cintura e o peito na perfeição. Gostou do efeito, do contraste da cor com a pele e não fosse estar tanta gente na loja tinha-se masturbado com toda a certeza e com todo o prazer...
Pagou e saíu da loja radiante quando...
...ficou parada de boca aberta. Mal se conseguiu recompor do choque... da surpresa...
Mesmo à frente da porta, encostado a um poste, de fato e gravata e a fumar sedutoramente um cigarro, estava o homem por quem se tinha apaixonado há anos, do qual nunca mais se tinha esquecido, embora nunca mais o tivesse visto.
Ela ficou imóvel e ele foi ter com ela.
- "Então, fica-te bem o que compraste?"
Ela nem queria acreditar em tantas coisas ao mesmo tempo. Vê-lo e aperceber-se que ele também a tinha estado a ver...
- "Olá para ti também!" - e apertou com força as asas da saca para que ele não visse o que estava no interior.
Ele convidou-a para irem tomar café e ela cedeu. Ainda estava atónita com tudo e embora tivessem falado durante bastante tempo sobre as coisas mais simples e comuns do mundo... ambos sabiam que a velha tensão sexual já se tinha instalado em ambos.
Sempre assim fora. Quando trabalhavam juntos, primeiro começaram por não gostar um do outro. Criticavam-se a toda a hora. Cumprimentavam-se apenas por cordialidade... até que um dia descobriram que se podiam cumprimentar de outra forma, não à frente dos colegas, mas só entre os dois. E descobriram que era muito mais interessante esse cumprimento... lábios nos lábios, língua com língia, corpos colados! Tornaram-se viciados um no outro. Quando o via, ela queria saltar-lhe para o colo e não o largar mais. Ele, mal a via, ficava logo excitado e tentava controlar a erecção que lhe crescia por imaginar as coisas que queria fazer com ela... com o corpo dela...
- "Queres vir conhecer o meu apartamento novo?" - perguntou-lhe ele, enquanto sorria de forma encantadora... de forma a desmuni-la de armas contra o seu charme.
- "Não sei se será boa ideia" - respondeu-lhe com sensatez, sabendo os perigos que esse convite trazia...
- "Mas eu gostava tanto que o visses. Quero que me dês umas dicas sobre decoração..."
- "Decoração?! Pois, podias arranjar outro argumento mais plausível" - ripostou ela.
- "Ok, ok. Tens razão. Mas agora que te reencontrei, não quero que te vás embora e ficar não sei quantos mais anos sem saber nada de ti... Vá lá! - aquele olhar de cachorro a implorar colo, dava-lhe a volta a cabeça. E ela queria tanto ir. 'Que se lixe a sensatez', pensou.
- "Vai à frente. Eu sigo-te"
E como forma de agradecimento, ele sorriu e levou os lábios à fronteira entre a bochecha e os lábios dela... 'Aiiiii', quis ela suspirar sem puder.
A viagem de carro foi dolorosa e cheia de ansiedade. Finalmente chegaram, ele veio abrir-lhe a porta do carro e lançou-lhe:
- "Não queres trazer o saco e o que está lá dentro?!"
Ela quase que corava e só lhe apeteceu dizer 'Para quê, se tu queres mesmo é tirar-me estas roupas?', mas aguentou-se!
Ele cedeu-lhe a passagem para que ela entrasse primeiro e enquanto ela começava a observar aquilo que a vista lhe oferecia e ele trancava a fechadura... ele empurra-a contra a porta e puxa o corpo dela contra o dele. Abraça-lhe o rosto com as duas mãos e beija-a sofregamente como se naquele beijo estivessem todos os beijos e abraços que o tempo e a vida lhes tinha furtado. Sem ar, soltaram os lábios e olharam-se... havia fogo nos olhos e uma tesão enorme que nasceu no preciso segundo em que se viram não no shopping, mas quando se conheceram.
-"Hmm, quase me tinha esquecido do sabor da tua boca. Beijas tão bem..." - elogiou-a enquanto lânguida e suavemente desceu as mãos do rosto dela para os ombros, dos ombros para os seios, dos seios para a cintura, da cintura para as ancas e das ancas para as pernas. Aí num movimento rápido puxou-a para cima e ela entrelaçou as pernas no rabo dele... enquanto ele simulava que penetrava o corpo dela e a possuia... 'mas isso não havia de demorar muito'.
Começaram a despir-se com a pressa de quem parece que vai morrer e aproveitaram para se lamber e apalpar e relembrar como os corpos eram tão apetitosos.
As línguas de ambos percorreram cada centímetro de corpo, de pele. E percorreram de uma forma saborosa e ondulante, como se a língua fosse uma serpente encantada que dança ao sabor das notas de uma flauta. A transpiração misturava-se com a saliva que ia escorrendo. Os seios dela estavam tão erectos e punjentes como o pénis dele que parecia querer procurar sozinho a fonte do prazer. Rapidamente a encontrou e após ter-se demorado nalgumas brincadeiras pervertidas e sensuais, decidiu irromper decidido por essa cavidade tão quente e húmida...
-"hmmmm.... fodasse... isto é tão bom" - desabafou ele.
-"ahhh... bom é pouco" - respondeu-lhe ela, enquanto dançavam um no outro e pelo chão do corredor de enrolavam e rebolavam... as mãos dele perdiam-se entre os seios e os lábios dela que pediam mais e mais prazer, e as mãos dela agarravam cada nádega dele para que o contacto fosse ainda mais próximo, colado e quisessem transformar-se num corpo só.
Os movimentos ondulantes eram cada vez mais velozes, mais rápidos e repetidos... e os gemidos menos compassados e mais profundos... ela começou a saltar em cima dele até que parou e ficou só a roçar-se para a frente e para trás de uma maneira quase violenta até que os dois..... soltaram um grito gémeo de loucura e prazer saciado.
Deram um beijo interminável e cheio de prazer... abriram os olhos e sorriram com tanta tesão que se começaram a rir às gargalhadas... ele deixou que as suas mãos envolvessem as nádegas dela e ela deixou que o seu corpo repousasse no dele, estendido no chão com a cabeça encostada à porta de entrada....
Até que ele disse:
- "Quando é que vais buscar aquilo que compraste...?"
Domingo, Setembro 25
Voltar atrás
Cada dia que passa, acredito que o ritmo do quotidiano de hoje em dia não dá para conjugar com o romantismo que ualquer pessoa precisa.... receber mas também dar.
Tenho tido uns dias loucos, cheios de trabalho intenso e até muito tarde.
A noite costuma estar reservada ao amor e aos seus amantes. Quem trabalha regressa a casa, põe-se à vontade, e enroscar no sofá com a sua mulher ou o seu homem a ver televisão. Depois vão para o quarto, deitam-se na cama e matam o cansaço com carícias e beijos que aquecem a temperatura e levam a emoções mais ofegantes e físicas!
Quem está longe, tem no telemóvel a via de contacto única para contar como foi o dia, falar das saudades que sente e, ás vezes até, relatar o que gostaria de estar a fazer nesse momento se estivessem juntos!
Mas depois de 14 horas de trabalho e viagens longas e difíceis por estradas impossíveis, como é que se vai arranjar ânimo para falar ao telemóvel e manifestar o carinho que se sente por alguém mas está encoberto no cansaço e saturação? É um problema a que tenho assistido pessoalmente mas que também tenho testemunhado. Assim caem as relações no silêncio. esse ilêncio mais incómodo e perturbante que qualquer outra coisa. Adormece-se sem partilhar os pequenos nadas do dia a dia. Não nos queixamos de nada para não maçar o outro e porque também não temos paciência para depois ouvir as queixas da outra pessoa. E os dias passam... as semanas... sem conversas, sem sorrisos... a razão de 'two become one' deixa de existir... até que o corpo e a mente se abrem a estímulos exteriores. De quem está mais próximo e conversa connosco nos momentos do dia em que ainda aguentamos comunicar. São os colegas de trabalho, aquela pessoa que vemos todos os dias no restaurante à hora do almoço... e assim ficamos vulneráveis... e deixamo-nos levar... por uma palavra, um sorriso, um gesto, um simples toque na mão ou no ombro... ou então aquele gesto mais mortifero: "Tens qualquer coisa na cara. Deixa que eu tiro..." Olhos nos olhos, os poros da pele mais sensíveis.... O resto, todos conhecemos!
Sabemos como é. A distância começa a fica ainda maior. Alguns ainda têm tempo para, um dia, se lembrarem, que não é isto que querem... e tentam voltar atrás. Outros já nem têm essa oportunidade!
A todos que andam a trabalhar demais e chegam a casa sem paciência para falar... pensem nestas palavras e em todos os casos que conhecem, porque viram ou até sentiram na pele... e pensem se é isso que querem. Estamos sempre a temos de voltar atrás!
Tenho tido uns dias loucos, cheios de trabalho intenso e até muito tarde.
A noite costuma estar reservada ao amor e aos seus amantes. Quem trabalha regressa a casa, põe-se à vontade, e enroscar no sofá com a sua mulher ou o seu homem a ver televisão. Depois vão para o quarto, deitam-se na cama e matam o cansaço com carícias e beijos que aquecem a temperatura e levam a emoções mais ofegantes e físicas!
Quem está longe, tem no telemóvel a via de contacto única para contar como foi o dia, falar das saudades que sente e, ás vezes até, relatar o que gostaria de estar a fazer nesse momento se estivessem juntos!
Mas depois de 14 horas de trabalho e viagens longas e difíceis por estradas impossíveis, como é que se vai arranjar ânimo para falar ao telemóvel e manifestar o carinho que se sente por alguém mas está encoberto no cansaço e saturação? É um problema a que tenho assistido pessoalmente mas que também tenho testemunhado. Assim caem as relações no silêncio. esse ilêncio mais incómodo e perturbante que qualquer outra coisa. Adormece-se sem partilhar os pequenos nadas do dia a dia. Não nos queixamos de nada para não maçar o outro e porque também não temos paciência para depois ouvir as queixas da outra pessoa. E os dias passam... as semanas... sem conversas, sem sorrisos... a razão de 'two become one' deixa de existir... até que o corpo e a mente se abrem a estímulos exteriores. De quem está mais próximo e conversa connosco nos momentos do dia em que ainda aguentamos comunicar. São os colegas de trabalho, aquela pessoa que vemos todos os dias no restaurante à hora do almoço... e assim ficamos vulneráveis... e deixamo-nos levar... por uma palavra, um sorriso, um gesto, um simples toque na mão ou no ombro... ou então aquele gesto mais mortifero: "Tens qualquer coisa na cara. Deixa que eu tiro..." Olhos nos olhos, os poros da pele mais sensíveis.... O resto, todos conhecemos!
Sabemos como é. A distância começa a fica ainda maior. Alguns ainda têm tempo para, um dia, se lembrarem, que não é isto que querem... e tentam voltar atrás. Outros já nem têm essa oportunidade!
A todos que andam a trabalhar demais e chegam a casa sem paciência para falar... pensem nestas palavras e em todos os casos que conhecem, porque viram ou até sentiram na pele... e pensem se é isso que querem. Estamos sempre a temos de voltar atrás!
Terça-feira, Setembro 13
...porque és mais forte que eu?...
...porque és mais forte que a minha vontade?...
...porque me continuas a visitar a alma, a lembrança e a memória?...
...porque é que eu não resisto em procurar-te com a imaginação?...
...porque é que estás sempre no meu pensamento e no meu coração?...
...porque é que eu não consigo esquecer-te?...
...porque é que eu digo que te quero esquecer se depois te procuro com o pensamento?...
...porque é que ouço a tua música, a nossa música... se te quero esquecer?...
...porque é que ainda penso em ti?...
...porque é que não te quero esquecer?...
...porque é que nunca te vou esquecer?...
...porque é que a minha lembrança de ti me faz sorrir?...
...porque é que não sofro quando me lembro de ti?...
...porque é que me aconchegas a alma quando me lembro de ti?...
...porque é que tens um sorriso tão lindo... tão verdadeiro?...
...porque é que não o esqueço?...
...porque é que não te esqueço?...
...porque é que não te quero esquecer?...
...estou a ouvir a tua música, a nossa música, pela enésima vez...
O que damos de nós...
"Deixa-te ficar na minha casa
há janelas que tu não abriste"
Raríssimas vezes nos entregamos a alguém com a intensidade que devíamos. Não porque essa pessoa o merecesse especialmente mas porque a entrega é a maior prova de amor que podemos manifestar. E a intensidade não tem que ver necessariamente com grandiosidade, eloquência ou valores materiais. A intensidade é o quanto de nós depositamos numa relação, numa amizade, numa paixão, num amor... ou apenas numa noite de sexo bem passada.
Mas raríssimas vezes, também, recebemos do outro tudo quanto ele nos podia dar. Toda a sua alma, o seu coração, os sentimentos, as suas emoções, os seus esforços, sacrifícios e suor!
Hoje, e cada vez mais, temos medo de nos dar, de nos entregar, por completo, a 100 por cento, sem receios, nem limites, sem barreiras, nem fim.
Sentirmo-nos vulneráveis deixa-nos sem poderes nem controlo e não há nada que nos assuste mais. Assim evitamos essa entrega e perdemos as melhores sensações que a vida nos podia oferecer.
Quantas vezes deixamos que quem mais amamos se vá embora sem lhe termos dado tudo o que tínhamos... sem lhes termos mostrado tudo quanto havia em nós... sem lhes termos deixado descubrir-nos...
E depois sempre vêm os arrependimentos e o desejo que o tempo voltasse para trás e nos permitisse agir de formar diferente...
"Se voltasses dava-te tudo. Não te deixava ir embora enquanto não conhecesses tudo o que encerro no meu corpo e na minha alma. Não te deixava ir enquanto não te mostrasse todo o amor que sempre senti e continuo a sentir por ti... se voltasses"
Mas a vida raramente nos dá essa segunda oportunidade de ver quem amamos regressar a nossa casa, à nossa vida, ao nosso corpo e à nossa alma. A vida raramente nos dá essa segunda oportunidade de ver quem amamos regressar para descobrir e conhecer a profundidade do nosso ser. E há janelas que ficam para sempre por abrir... as minhas por ti; as tuas por mim.
Quinta-feira, Setembro 8
Nota de Indignação
Já dizia o outro (Avelino Ferreira Torres) que todas as pessoas têm direito à sua indignidade! Ora eu fico-me com a indignação e neste caso dirijo-a especificamente à Hotmail e ao MSN. Ora estou eu a verificar o que se passa na minha caixa de correio quando vejo do lado esquerdo as fotos do calendário da Pirelli. Curiosa clico. E para minha grande surpresa apercebo-me que está incluído na secção Homem!!!! Ora, ora, ora, ora... meuzz amigozzz Não havia necessidade. Mas agora as mulher não se podem deleitar com fotografias bem tiradas, de mulheres bonitas, nas poses mais sedutoras possível!!! Até porque este mais que famoso canlendário, pode muito bem servir de Manual de Formação para as mulheres que pretendam parecer melhor e quiça fazer uma surpresa ao seu amante! Senti que tinha que extravazar esta indignação.
E já agora aproveito para deixar um 'cheirinho' de páginas tão artísticas e deliciosas!
Não posso deixar a foto, que aqueles senhores têm tudo muito bem assegurado, mas deixo-vos o endereço (que contém a vergonhosa sectorização 'homem' )!
http://www.msn.com.br/homem/pirelli2005/
Bom proveito!
E já agora aproveito para deixar um 'cheirinho' de páginas tão artísticas e deliciosas!
Não posso deixar a foto, que aqueles senhores têm tudo muito bem assegurado, mas deixo-vos o endereço (que contém a vergonhosa sectorização 'homem' )!
http://www.msn.com.br/homem/pirelli2005/
Bom proveito!
Amor ou Sexo... (e juntos?)
É uma sucessão de trocadilhos espantosa. Brincar com as palavras, jogar com elas e os seus inúmeros sentidos... deliciem-se!
Amor é um livro. Sexo é esporte.
Sexo é escolha. Amor é sorte.
Amor é pensamento, teorema.
Amor é pensamento, teorema.
Amor é novela. Sexo é cinema.
Sexo é imaginação, fantasia.
Sexo é imaginação, fantasia.
Amor é prosa. Sexo é poesia.
O amor nos torna patéticos.
O amor nos torna patéticos.
Sexo é uma selva de epiléticos.
Amor é cristão. Sexo é pagão.
Amor é cristão. Sexo é pagão.
Amor é latifúndio. Sexo é invasão.
Amor é divino. Sexo é animal.
Amor é bossa nova. Sexo é carnaval.
Amor é para sempre. Sexo também.
Amor é para sempre. Sexo também.
Sexo é do bom... Amor é do bem...
Amor sem sexo é amizade. Sexo sem amor é vontade.
Amor é um. Sexo é dois.
Amor sem sexo é amizade. Sexo sem amor é vontade.
Amor é um. Sexo é dois.
Sexo antes. Amor depois.
Sexo vem dos outros e vai embora. Amor vem de nós e demora.
Amor é cristão. Sexo é pagão.
Sexo vem dos outros e vai embora. Amor vem de nós e demora.
Amor é cristão. Sexo é pagão.
Amor é latifúndio. Sexo é invasão.
Amor é divino. Sexo é animal.
Amor é bossa nova. Sexo é carnaval
(.)(.)
ih ih
;)
digam lá que não dá vontade de...
Terça-feira, Setembro 6
Mulheres
Ora como todos já bem sabemos, o zapping tornou-se um hábito nacional. Tanto como a expressão, 'tão portuguesa', que já pulula de boca em boca qual saliva contagiante. Aliás, podem acusar a sociedade humana do século XXI de sendentarismo mas de uma coisa podemos orgulhar-nos, temos uns músculos no polegar do mais exercitados possível!
Mas não é sobre o zapping que quero falar, embora este hábito nos leve a ver e ouvir as coisas mais incríveis e ridículas que a mente humana pode inventar, protagonizar e consumir. A partir desta introdução será fácil perceber qual é a minha opinião relativamente ao programa que ontem à noite passava nesse canal tão português, a TVI, que já foi religioso, mas que agora aos domingos prefere fazer as delicias do povo não com a aclamada missinha, mas com preliminares de mau gosto, sem qualidade e combinados ao vivo. Para os mais despistados refiro-me obviamente ao "Fiel ou Infiel".
Ora muito se podia dizer sobre tão hedionda forma de ganhar dinheiro e passar a noite de domingo, mas cada um é como cada qual e não gosto mesmo nada de criticar as pessoas pelas suas escolhas. Porém, naquele segundo em que o polegar repousa e o ecrãn se paralisa num canal, reparei que a figura à qual dão o nome de homem e de apresentador falava de mulheres. E para mal dos meus pecados, não pude deixar de concordar com o que aquele 'senhor' dizia.
- "Não há mulheres feias. Há sim mulheres mal-tratadas e mal-amadas".
A conversa continuava, mas eu retive apenas esta ideia. E, de facto, a auto-estima tem um impacto determinante numa mulher. A falta de palavras bonitas ou gestos carinhosos podem fazer com que uma mulher se feche em si mesma, se enclausure numa caverna assexuada... e sem espelhos!
Mas eu julgo que todas as mulheres têm um imenso potencial em si. Têm um papel fundamental na sedução e no erotismo, que vai além da sua beleza material e mais imediata. A mulher é dona de mil e uma aureas e máscaras que lhe permitem fazer sentir-se a mais sedutora e magnífica das espécies femininas. E nem é preciso ser loura, alta e com medidas de enfarto!
Mas embora lastime a situação, não posso deixar de concordar que muito deste potencial depende dos homens, a quem as mulheres pensam ser os únicos receptores destes encantos. Sou da opinião que uma mulher, a quem mais tem que seduzir e convencer é a si mesma. E dar prazer pode começar logo pela manhã ao deliciar-se com a figura que vê no espelho. Ela não é apenas bonita no momento em que um homem lhe dirige um piropo!
Quase em estilo de manifesto, ROGO a todas as mulheres que se embelezem para darem prazer a si mesmas, para gostarem do que vêem e certamente vão começar a gostar muito mais de si, os dias vão começar a correr melhor, os sorrisos vão ser mais frequentes e conquistar um homem vai ser algo tão frequente e banal que nem se vão aperceber de que o estão a fazer... e o esforço vale bem a pena, porque é em prol de si mesmas! Não deixem que sejam os homens a ver-vos e fazer de vós belas.
A beleza, dizem, está nos olhos de quem vê, por isso, se somos as primeiras a ver-nos quando chegamos de manhã ao espelho da casa-de-banho, que sejamos também as primeiras a gostar do que vemos!
Mas não é sobre o zapping que quero falar, embora este hábito nos leve a ver e ouvir as coisas mais incríveis e ridículas que a mente humana pode inventar, protagonizar e consumir. A partir desta introdução será fácil perceber qual é a minha opinião relativamente ao programa que ontem à noite passava nesse canal tão português, a TVI, que já foi religioso, mas que agora aos domingos prefere fazer as delicias do povo não com a aclamada missinha, mas com preliminares de mau gosto, sem qualidade e combinados ao vivo. Para os mais despistados refiro-me obviamente ao "Fiel ou Infiel".
Ora muito se podia dizer sobre tão hedionda forma de ganhar dinheiro e passar a noite de domingo, mas cada um é como cada qual e não gosto mesmo nada de criticar as pessoas pelas suas escolhas. Porém, naquele segundo em que o polegar repousa e o ecrãn se paralisa num canal, reparei que a figura à qual dão o nome de homem e de apresentador falava de mulheres. E para mal dos meus pecados, não pude deixar de concordar com o que aquele 'senhor' dizia.
- "Não há mulheres feias. Há sim mulheres mal-tratadas e mal-amadas".
A conversa continuava, mas eu retive apenas esta ideia. E, de facto, a auto-estima tem um impacto determinante numa mulher. A falta de palavras bonitas ou gestos carinhosos podem fazer com que uma mulher se feche em si mesma, se enclausure numa caverna assexuada... e sem espelhos!
Mas eu julgo que todas as mulheres têm um imenso potencial em si. Têm um papel fundamental na sedução e no erotismo, que vai além da sua beleza material e mais imediata. A mulher é dona de mil e uma aureas e máscaras que lhe permitem fazer sentir-se a mais sedutora e magnífica das espécies femininas. E nem é preciso ser loura, alta e com medidas de enfarto!
Mas embora lastime a situação, não posso deixar de concordar que muito deste potencial depende dos homens, a quem as mulheres pensam ser os únicos receptores destes encantos. Sou da opinião que uma mulher, a quem mais tem que seduzir e convencer é a si mesma. E dar prazer pode começar logo pela manhã ao deliciar-se com a figura que vê no espelho. Ela não é apenas bonita no momento em que um homem lhe dirige um piropo!
Quase em estilo de manifesto, ROGO a todas as mulheres que se embelezem para darem prazer a si mesmas, para gostarem do que vêem e certamente vão começar a gostar muito mais de si, os dias vão começar a correr melhor, os sorrisos vão ser mais frequentes e conquistar um homem vai ser algo tão frequente e banal que nem se vão aperceber de que o estão a fazer... e o esforço vale bem a pena, porque é em prol de si mesmas! Não deixem que sejam os homens a ver-vos e fazer de vós belas.
A beleza, dizem, está nos olhos de quem vê, por isso, se somos as primeiras a ver-nos quando chegamos de manhã ao espelho da casa-de-banho, que sejamos também as primeiras a gostar do que vemos!
